Cinética com Sonrisal

Tenho trabalhado com Cinética Química no Ensino Médio de forma essencialmente prática e com recursos computacionais (quando possível). A forma de trabalhar tem mudado de ano a ano seguindo principalmente sugestões de alunos.
A aula inicial geralmente parte de uma conversa com os estudantes sobre situações cotidianas que envolvam velocidade das reações e o que entendem da palavra "cinética". Essa conversa é espontânea, relatam suas experiências de vida e, como vários são trabalhadores, falam sobre uso de "aceleradores" e "catalisadores" que utilizam.
Alunos usam Graph Uma atividade prática muito utilizada é medir o tempo que um comprimido efervescente (como o sonrisal) leva para se dissolver completamente em diferentes volumes de água (clique aqui para ver o roteiro).
Os resultados obtidos são colocados em gráficos. Se a escola possuir computador, uma dica interessante é utilizar um programa para construir gráficos. Nesse caso, o Winstat e o Graph são excelentes para trabalhar dados experimentais (leia no final sobre o uso desses programas).
Em seguida, após discutirem os resultados, desafio os estudantes a pensarem uma outra experiência (não necessariamente usando comprimidos) em que fosse modificado outro fator (que não o volume do solvente) para testarmos em laboratório. Eles estudam possibilidades e criam situações originais ou mesmo a partir de pesquisa em livros na biblioteca.



* Uso do Graph
Os dados coletados na experiência com o comprimido efervescente são passados para o programa Graph (aperte F4 para aparecer a tabela para inserir os valores).

inserir dados

Após inserir os valores, é a vez do ajuste de curva (no menu Função ou pelo atalho de teclado CTRL + T)

Ajuste de curva

O ajuste de curva escolhido é "potência". Esse é o mais adequado para esse tipo de dados. Apenas informo isso para os alunos, a explicação é coisa para o ensino superior [usa cálculo computacional chamado "método dos quadrado mínimos"].

Resultado final no Graph

Os alunos são estimulados a interpretarem o gráfico (a relação entre volume de água e tempo da reação).

* Uso do Winstats
A idéia é semelhante ao do Graph, porém é um pouco menos intuitivo:
Primeiro deve-se escolher a opção Multi-var data (F2)

Uso do Winstats

No menu Edit, escolhe-se a opção "dimensions" para indicar quantas linhas (rows) e colunas (columns) terá a tabela de dados (no caso, é 5x2). Após inserir os dados, clique em "Plot" como na figura abaixo para o programa desenhar os pontos no plano cartesiano.

criar gráfico

Clique em Line -> Type -> Power (potência), como na figura abaixo.

Selecionar tipo de equação

Para terminar, clique em Line -> Least-sq (Quadrados Mínimos), como no quadro menor na figura abaixo.

Resultado final no Winstats

Note na figura acima que o Winstats calcula a correlação (tratamento estatístico).



As imagens e dados exibidos acima foram obtidos no Colégio Estadual Nicolau Chiavaro Neto, Gravataí, RS. O laboratório de ciências possui um micro (Pentium 166 MHz com 16Mb de memória RAM) que foi recuperado dentro de projeto do NTE Região Metropolitana. A idéia do projeto é recuperar micros de configuração modesta para usá-lo com fins pedagógicos. Estima-se que haja um número expressivo de micros nessa situação nas escolas da região, enconstados em almoxarifados ou que deixarão de serem usados por não atenderem configuração mínima do Procergs-Escola (software de gerenciamento escolar usado nas secretarias das mesmas). Apesar de termos apenas um micro, ele é suficiente para essa e outras atividades, uma vez que os alunos trabalham em grupos. Quando um grupo está no micro, os outros estão a analisar (e discutir) os dados coletados ou realizando outra atividade.

Endereços relacionados:
* Graph (http://www.padowan.dk/graph/)
* Winstats (http://math.exeter.edu/rparris/)

publicado em 10/mai/2005 (atualizado em 14/mai/2005, visitas )
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